Código verificador, CAI e número SEI: qual é a diferença
São nomes diferentes para a mesma função: um segundo dado que prova que você tem direito de consultar aquele processo. O código verificador é usado em Sumaré, o CAI em Nova Odessa, o código público em Pedreira e Santa Bárbara d’Oeste, e o dígito verificador faz parte do número SEI em Campinas. Nenhum deles é senha de usuário: todos são por processo.
Por que as prefeituras pedem um segundo dado
O número do processo sozinho é previsível: ele é sequencial. Se a consulta dependesse só dele, qualquer pessoa poderia varrer a numeração e ler processos alheios. O segundo dado quebra essa previsibilidade — é o mesmo raciocínio de um código de rastreio que vem com letras, não só números.
A consequência prática é que perder esse dado equivale a perder o acesso público ao processo. Não há recuperação automática: é preciso pedir a informação ao setor responsável.
O que cada prefeitura pede
A tabela completa está na comparação dos portais. Em resumo: Sumaré pede número, ano e código verificador; Nova Odessa pede número, ano e CAI; Americana pede número e ano do processo físico; Pedreira e Santa Bárbara d’Oeste pedem o código público do 1Doc; Campinas pede o número SEI completo, com dígito verificador; Paulínia pede número e ano; Hortolândia aceita processo ou solicitação mais ano; Monte Mor pede só o protocolo.
O erro mais comum: usar o número errado
Em Pedreira e Santa Bárbara d’Oeste, o número interno do processo não funciona na consulta pública do 1Doc — o que abre é o código de acompanhamento. Em Campinas, omitir o dígito verificador depois do hífen faz a pesquisa não localizar o processo. Em Paulínia, informar o ano errado devolve resultado vazio, que costuma ser lido como “o processo não existe”.
Antes de concluir que um processo sumiu, vale conferir se o dado informado é o que aquele portal espera.
Guarde o conjunto, não só o número
A recomendação prática para quem acompanha processos de terceiros: registre sempre o conjunto completo de dados de consulta junto com o processo, no momento do protocolo. Guardar só o número é o que gera, meses depois, o pedido de informação ao setor.
Perguntas frequentes
O CAI é uma senha?
Não. É um código por processo, entregue no protocolo. Cada processo tem o seu, e ele não dá acesso a nenhum outro.
Perdi o código verificador. Consigo recuperar pela internet?
Não pelo canal público de consulta. É preciso solicitar a informação ao setor responsável pelo processo na prefeitura.
Monitoramento contínuo, sem consulta manual
O Monitor verifica os portais das prefeituras todos os dias e avisa seu time quando algo muda.